quarta-feira, 9 de março de 2016

Manhã de luz!


A propósito de um artigo no Diário de Coimbra de hoje, aqui ficam dois excertos das Actas da Assembleia de Freguesia da nossa Vila do ano de 2013.
 
“Sobre o Centro de Saúde, o presidente da JF irá ter uma reunião com o presidente da ARS, Dr. Tereso, no sentido de, face à falta de condições, o Centro de Saúde ser instalado no edifício da JF, dividindo-se o espaço da forma mais conveniente. Quanto ao actual edifício do Centro de Saúde, poderá ser cedido a uma das entidades de Pereira.
Sobre este assunto, o senhor José Rasteiro referiu que será uma forma de rentabilizar o espaço do edifício da JF e lamentou que seja de forma provisória que depois será definitiva, alertando, no entanto, que a JF deverá retirar as devidas compensações financeiras, ou seja, deverá ser a ARS a suportar as despesas inerentes ao reajustamento do edifício, assim como estarmos atentos a possíveis habilidades por parte do presidente da ARS. Concluiu, dizendo que será uma boa proposta de solução, pecando por ser definitivamente provisória.”
Excerto da Acta n.º 1/2013, de 26 de Abril de 2013, da Assembleia de Freguesia de Pereira
 
“Por último, e sobre a reunião que teve com a ARS, o Presidente da JF apresentou o projeto para a hipótese do Centro Saúde ser instalado na sede da JF, como já informara esta Assembleia. Aqueles serviços concordaram com o projeto e, posteriormente, deslocaram-se a Pereira técnicos da ARS que manifestaram o seu agrado pelas instalações, aceitando ser a ARS a suportar as obras necessárias. Em princípio as obras arrancarão para os finais de outubro.
Informou ainda que lhe terão dito que não estará fora de hipótese uma Unidade de Saúde Familiar em Pereira.”
Excerto da Acta n.º 2/2013, de 28 de Junho de 2013, da Assembleia de Freguesia de Pereira
 
Para avivar a memória de algumas pessoas, a quem a falta dela se usa como desculpa recorrente, aqui fica esta entrada de 13 de Abril de 2009:

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segunda-feira, 7 de março de 2016

E esta sugestão cultural para as Bodas de Prata?

A Cultura: uma alavanca para o desenvolvimento local

Por Bernard Kayser

“As diferenças entre regiões, localidades, aldeias, entre gerações e entre grupos sociais são sobretudo diferenças culturais.
Em vez de procurar esquecê-las, ou deixá-las esquecer, não será melhor procurar afirmá-las e promovê-las?

É preciso deixar de considerar o desenvolvimento cultural como um luxo supérfulo e reconhecê-lo como um motor do desenvolvimento económico e social.”

Texto completo aqui.

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Solteiros vs. Casados procuram campo de futebol

Em 2017, o futebol de "alta competição", que é apanágio dos convívios de sexta-feira santa, dos moradores do bairro dos Montes de Cima, completa a sua XXV edição, portanto, as Bodas de Prata.

Numa sociedade cada vez mais fechada sobre si mesmo, egoísta, onde o vil metal comanda (às vezes mal) o pensamento e as açcões – a infância, a juventude e parte da idade adulta, anos de sã e enorme convivência, mas como que num simples toque no delete foram apagados da memória de meia-dúzia de pessoas, que sentem um certo endeusamento que uns euritos a mais na carteira lhes parece conferir e legitimar e ainda porque têm de manter um certo status social e não haver misturas com a ralé –, o jogo dos entre os Solteiros e Casados dos Montes de Cima, continua a ser aquele evento, na nossa Vila, que suscita sempre a curiosidade dos demais Pereirenses.

Que tal esta sugestão: no ano em que se comemoram as ditas Bodas de Prata, a comissão para 2017, pelo lado dos casados, não pode ser esta: Nando Zé, Fernando Mendes, João Esteves e António Ramos?
Desculpem a nossa ingerência, mas era uma justíssima homenagem à primeira comissão.
Esperamos que o nosso Santo Estêvão faça, não um, mas dois milagres, porque os Montes de Cima vivem o seu momento estertor e, concomitantemente, a Freguesia de Pereira!
O cartaz do primeiro convívio de 17 de Abril de 1992 está aqui!

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

E, lá voltamos, outra vez, à Ponte Paço!

E assim vão passando os anos.
E assim continua adiada uma obra estruturante, não só para a Vila de Pereira, mas como também para outras freguesias limítrofes.

 

E nestes quase 8 anos, sobre a moção que abaixo republicamos,  já vamos com os seguintes números de governança: 3 Primeiros-Ministros, 2 Presidentes da nossa Câmara Municipal e 3 Presidentes da Junta de Freguesia da nossa Vila!

A culpa dos sucessivos adiamentos da obra de construção da nova Ponte do Paço, será que é do pato-real, da garça-real, da garça-vermelha, do Tartaranhão-ruivo-dos-pauis, do galeirão, da galinha-d'água, do rouxinol-pequeno-dos-caniços e da felosa-unicolor, espécies que habitam o Paul de Arzila, cuja Reserva Natural foi criada através do Decreto-Lei n.º 219/88, de 27 de Junho?
Estamos em crer que não!


MOÇÃO SOBRE A PONTE DO PAÇO
30 de Abril de 2008

"Vem os membros desta Assembleia Municipal, António Pedro do Partido Socialista e Paulo Redondo, do PSD/PP, apresentar MOÇÃO sobre a Ponte do Paço no limite do concelho Montemor/Coimbra e Freguesias Pereira/Arzila.


1º Tendo este Município feito a requalificação da EN 341, dando maiores condições de segurança rodoviária nesta via, ficou pendente a ligação entre Municípios via Ponte do Paço, uma vez que o projecto de construir uma nova ponte com 2 sentidos não foi concretizado, devido á intervenção da Junta Freguesia de Arzila e da Câmara Municipal de Coimbra.


2º Reconhecendo que territorialmente a ponte pertence ao Município de Coimbra, manifestamos o nosso desagrado pelo facto de ao longo destes últimos 3 anos , a Câmara de Coimbra não ter solucionado esta questão pelos seus próprios meios, nem tendo aceitado a colaboração da Câmara de Montemor-o-Velho, que tinha no caderno de encargos e projecto a executar para a EN 341, uma nova ponte.


3º No passado dia 3 de Abril, uma 5ª feira, afim de confirmar o fluxo de tráfego neste local, levaram as freguesias de Santo Varão e Pereira a efeito uma medição de tráfego no período das 7h ás 20h 30m, tendo sido registado 11.016 viaturas, sendo perspectavel que no período de 24h o numero possa atingir as 14.000 viaturas diárias.


Se atendermos que nesta ponte não cruzam duas viaturas, é um facto o afunilamento do tráfego no local e longas filas nos períodos de ponta, bem como inúmeros sinistros rodoviários, visto que a ponte é em lomba, sendo a visibilidade reduzida de um lado para o outro.


4º Pelo fluxo de tráfego, merecia esta situação uma outra atenção por parte das nossas Autarquias vizinhas (Coimbra e Arzila).
Relembramos que a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho recolheu pareceres junto das entidades competentes, nomeadamente IPA, sobre o valor histórico da referida ponte, retirando estes a argumentação apresentada pela Freguesia de Arzila sobre o valor histórico da mesma.


Solicitamos aprovação desta Moção, por esta Assembleia por forma a serem defendidos os interesses concelhios deste Município, sendo dado conhecimento ás seguintes entidades:

Assembleia Municipal de Coimbra
Câmara Municipal de Coimbra
Assembleia de Freguesia de Arzila
Junta Freguesia de Arzila
Governo Civil de Coimbra

Paços do Município, 30 de Abril de 2008"

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

E se a variante às EN 341 e 347 já existisse?

Se a variante às EN 341 e 347 já existisse - desde o último sábado e sabe-se lá até quando-, será que as populações da vetusta Vila de Pereira e de outras localidades limítrofes, tinham de andar por caminhos alternativos – alguns bastante degradados, para se deslocarem para os seus empregos, para levarem os filhos à escola ou, simplesmente, para darem um merecido passeio de fim-de-semana?
 
Passem nas vias dos concelhos limítrofes e comprarem com as nossas. Até confrange!

Oito anos é demasiado tempo!
Pereira merece outro respeito!

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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Estamos no Carnaval. Será que levam a mal?

Este Arco não ficava muito bem na entrada para a urbanização Quinta S. Luiz?

Pelo menos dava um ar de modernidade, reabilitava aquela entrada, simboliza, ou melhor, sublimava, o corte entre o casco velho e o casco novo, qual símbolo ao enormíssimo divisionismo que grassa, como erva daninha, por toda a nossa Freguesia.

Esta espécie de portal poderia até ter uma entrada activada com chip, tipo via verde.

Era giro!

E porque não, por cada entrada ou saída, reverter um cêntimo para ajudar a custear o corte dos espaços verdes, a poda de árvores ou o sistema de rega?

Pelo menos ficava bem melhor do que a porcaria em que aquela entrada se encontra!

O povo está sereno!

Demasiadamente sereno.

Parece anestesiado!

Quem o anestesiou?

Porquê?

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Pereira: uma terra sem alma

Parabéns Basílio Rasteiro pelo seu texto.

Pela coragem. Pelo arejamento. Pela frescura e frontalidade.

O seu artigo de opinião, que hoje vem publicado num diário da cidade do conhecimento, revela a sua permanente e grande atenção, enorme carinho pelo torrão que o viu nascer e que, ao contrário de muitos que se julgam iluminados, esses que menosprezam, ignoram e abjectam os simples, é a nossa Vila a sua escolha para viver, ao invés dalguma dessa gente.

Manifesta profundas mágoas, mágoas essas que nós, desde há oito anos, andamos aqui a carpir.

Andamos há oito anos a identificar problemas, a apontar soluções, mas também a sublimar, tal como o fez no seu texto de hoje, os Pereirenses que, tanto cá, como pela diáspora, são dignos de menção pelos seus feitos.

Basta ler, mas como um outro olhar, parte das nossas publicações e verá que os problemas, os anseios, o reconhecimento do mérito de muitos concidadãos, aquilo que verteu no seu artigo de opinião, há já muito que foram objecto da nossa atenção.

Endereçamos-lhe, a terminar, o nosso pedido de desculpas por utilizarmos nesta publicação o mesmo título que deu ao seu texto.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Grupo Folclórico e as suas Bodas de Ouro

Se por ocasião das comemorações do XXX aniversário do Grupo Folclórico, foi publicada a pequena monografia com 28 páginas, cuja capa reproduzimos acima, como será agora nas Bodas de Ouro?

Esperamos que o labor, o espirito de equipa e a firme e convicta vontade do regresso deste Grupo aos seus anos dourados, vontade essa sublimada publicamente, não se fiquem apenas pelas intenções e que falem mais alto, sejam mais consistentes, do que certas posturas já vistas nalgumas poses fotográficas, reveladoras de que o provincianismo de antanho ainda é nota dominante por estas bandas!

"Imaginar e desassossegar" eram os lemas da acção da política cultural de há vinte anos no nosso concelho e, veja-se a coincidência, a cor dominante da altura, como agora, é o rosa, mas neste novo tempo, está muito menos viçosa!

P.S. -  Há vinte anos a edição foi a cores e multilingue: português, francês e inglês.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A nossa epifania!




Hoje é dia 6 de Janeiro.


Dia de Reis ou da Epifania.


Como a tradição da espera dos Reis, na nossa Vila, já pertence ao século passado e só mais velhos têm uma recordação muito difusa da mesma, nada como trazer ao conhecimento que, este dia 6 de Janeiro, é também conhecido como o dia da Epifania.

Ora, Epifania, é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização.
O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa".
Este termo ainda é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão "I just had an epiphany", o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).
Mas como hoje também é Dia de Reis, quem sabe se os Magos que seguiram a estrela de Belém, não trazem algo mais do que o habitual ouro, incenso e mirra, como por exemplo jerricans com gasóleo para que os veículos dalgumas instituições da Vila não fiquem parados em plena via por falta de combustível?
A imagem acima traduz aquela que é a nossa epifania.

Epifania
(grego epifáneia, -as, aparição, manifestação)
substantivo feminino
1. [Religião] [Religião] Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. [Religião] [Religião] Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = DIA DE REIS
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. [Religião] [Religião] Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz Ano Novo


Antes de mais, os nosso votos de excelente ano novo!

Escolhemos a imagem acima para, neste dia, sublimar a diáspora, esse substantivo feminino que, num qualquer dicionário de língua portuguesa, significa a dispersão de um povo ou de alguns dos elementos de uma comunidade.

Mas a escolha da palavra diáspora, não foi inocente, não por ser uma "palavra de sete e quinhentos", vulgarmente conhecida por palavra cara, como em tempos de antanho se referiam a termos menos utilizados no linguajar comum.

Diáspora foi palavra adequada para a mensagem que escolhemos para passar, para que, em conjunto com aqueles que cá vivem e com os demais Pereirenses que estão espalhados pelas quatro partidas do Mundo, mutuamente, encontremos um futuro diferente para a nossa Vila, sem opacidades, sem nebulosas, nem truques de algibeira, cartas na manga ou silêncios comprometidos ou comprados.

Queremos uma Vila onde o cinismo e a palmadinha nas costas sejam abolidas, em definitivo e, olhos nos olhos, possamos falar com verdade, falar de futuro, sem criar falsos e frágeis pedestais, quais câmaras amplificadoras de alguns egos (esgotadíssimos, de obesidade mordida, outros fora de prazo), egos esses imbuídos numa cegueira cultural e ideológica, com fortes laivos medievais atrozes.

Depois, andamos a chorar sobre o leite derramado, abominando a nossa má sorte, a nossa má localização geográfica (amaldiçoada margem esquerda!) mas, é tão recorrente, quiçá, o nosso handicap, mas às vezes somos nós que nos pomos a jeito, somos nós que procuramos a dita má sorte, porque a cultura, o tacto, a diplomacia e algumas das elementares regras de uma sociedade livre e democrática, ficaram lá trás, foram apagadas da memória de uma enorme fatia da nossa população outras, pura e simplesmente, foram subvertidas.

Estamos no nosso de fim de linha social, num abismo atroz, parecemos ter regressado à idade das trevas.

Às referências da gente, da movida dos anos 80 e 90 - duas décadas, cujo seu brilhantismo está gravado com letras douradas no livro de história da nossa Vila - sucederam-se meia-dúzia de imberbes, de gente sedenta de poder, sem formação cívica e cultural, sem perceber das tarefas hercúleas que a Vila precisava, dos enormíssimos desafios que se lhe deparavam, sobretudo na viragem do século, empurrando, cada qual, com o seu umbigo, à sua maneira, com egos sobredimensionados, derivado a fermentos socioculturais, outros económicos, balofos e putrefactos.

Hei-nos, passados 15 anos, chegados ao fim de linha.

Estamos abaixo de limiar do razoável, do aceitável, do perdoável.

Somos alvo de chacota, propiciamos risinhos e comentários depreciativos, jocosos.

Por quanto mais tempo mais, vamos continuar a comportarmo-nos e a deixarem que nos tratarem como os bobos do nosso concelho? 

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