segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Quem lhe acode?


No dia 15 de Março, quarto domingo da Quaresma, como manda a tradição, realiza-se a secular Procissão dos Passos do Senhor, que sai da Igreja da Misericórdia da Vila de Pereira.

Ora, como é conhecido dos mais atentos, dos mais preocupados e ligados com as questões do património e com grande amor à sua terra, a Igreja da Misericórdia, necessita de um acto, ou actos, dignos desse nome.
A não ser que tapem o sol com a peneira, no dia da procissão dos Passos do Senhor, olhem com olhos de ver para aquele espaço e depois retirem as vossas próprias conclusões.

Não queremos ser conhecidos e rotulados como os arautos das desgraças da Vila.
Não fazemos disto um hobby.
O que nós não somos é autistas!

Fizemos o nosso primeiro alerta em 2010 e está aqui:
Apenas uma ressalva e uma mea culpa: A Igreja da Misericórdia não é monumento nacional, mas sim imóvel de interesse público, como podem ler no excerto, que publicamos abaixo, do Decreto n.º 95/78.

O segundo alerta, não nosso, mas amplificado por nós, foi em 2013 e está aqui:


Depois, o que dizer e pensar, ao se ter usado a imagem da Igreja da Misericórdia, em estilo de pagela, apenas com o fim único da caça ao voto, aquele que é, e será sempre, o nosso ex-líbris?
Pode perguntar-se, ao fim de um ano e meio, o que ganhou aquele espaço com a visibilidade política, dada pela candura feminina da protagonista, na altura, tal como hoje, com fortes responsabilidades na gestão dos destinos do concelho?

Apenas um pedido final: por favor não façam, outra vez, o Sermão do Encontro no Terreirito!

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978
Ministério da Educação e Cultura - Secretaria de Estado da Cultura
12 de Setembro de 1978
Sumário:
Estabelece a classificação de vários imóveis como monumentos nacionais, de interesse público e de valores concelhios.
Em conformidade com os artigos 2.º, 24.º e 30.º do Decreto n.º 20985, de 7 de Março de 1932, do n.º 1 do § 1.º do artigo 19.º do Decreto n.º 46349, de 22 de Maio de 1965, e n.º 1 do artigo 1.º e n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 1/78, de 7 de Janeiro, o Governo decreta, nos termos da alínea g) do artigo 202.º da Constituição, o seguinte:

(…)

Artigo 2.º
São classificados como de interesse público os seguintes imóveis:
Distrito de Coimbra:
(…)
Concelho de Montemor-o-Velho:
Igreja da Misericórdia e respectiva Casa do Despacho da antiga vila de Pereira, incluindo os seus retábulos de talha, painéis de azulejo e tecto pintado.

Ler aqui a versão completa.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Hoje é dia de Carnaval! Será que levam a mal?




Por aqui, o Carnaval é o ano quase inteiro.
Mas, ao que parece, ninguém leva a mal!
Na dúvida, fizemos estas duas imagens!
Pensem lá bem o porquê!
“Adeus ò terra de Pereira,
Arrasada sejas tu,
Ou de cravos ou de rosas,
Não te quero mal nenhum.

Minha terra é em Pereira,
Não lhe nego a freguesia,
Aonde eu fui baptizada,
Naquela sagrada pia.

Eu já vi nascer o Sol,
Nos areais do Mondego,
Enganei-me era a Lua,
Que o Sol não nasce tão cedo.

Coimbra tem três penedos,
É o da Meditação,
O segundo da Saudade,
Terceiro teu coração.

Quem me dera agora estar,
Ao pé de quem me lembrou,
Ao pé da Rainha Santa,
Que tão longe dela estou.”

Fado menor mandado
Grupo Folclórico da Vila de Pereira
Fundado a 11 de Abril de 1966

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Qual a maior carência da freguesia de Pereira?

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Somos ou não somos Pereirenses?

Nalguns locais da Vila, ainda cheira a Natal, quando estamos a menos de um mês do Carnaval!
O dinheiro, ou melhor, a falta dele, não pode ser o bode expiatório de alguma inércia que, paulatinamente, se instalou nalguns daqueles que foram eleitos e outros que brandiram bandeiras de que eram capazes de fazer melhor.
Na mesmíssima onda, a união ainda não fez a diferença!
Do furacão eleitoral de 2013…
Querem ideias?
Querem um olhar diferente, mas fortemente comprometido com a Vila?
Quando é que se disciplina, a anarquia quase total, que é o trânsito automóvel e respectivos estacionamentos, na baixa da Vila, com particular destaque junto do ribeiro?
É preciso dinheiro? Se calhar é! Mas de quem são as competências?
Um bocadinho mais de civismo, sobretudo dos condutores e condutoras dos carros da chamada gama alta e não só, era de aplaudir.
Já que estamos na baixa, o coração da Vila, o Largo do Terreirito merecia uma intervenção urgente nos seus espaços ajardinados, num lifting que lhe devolvesse, em parte, o brilho que teve no século XX.
Já agora, não se podiam colocar as antigas torneiras, no velho fontanário, tão cheio de memórias, boas e outras menos boas, para que aquele espaço, icónico, ganhe vida, ganhe outro dinamismo e assuma uma dimensão histórico-cultural?
E porque não, retirar daquele local, dois BIP’S, dos cinco que lá existem, e colocá-los no túnel que liga à Rua Nova, para que aquele local seja dotado de iluminação adequada e não as três armaduras, tipo olho-de-boi, estilo anos 80, de pouca intensidade luminosa?
Já agora: se há tanta gente que gosta de grafitar, por este país, porque não abrir um concurso de ideias - mas já, com execução no próximo Verão, a tempo das comemorações da aniversário da Vila, numa espécie um Creativ Camp, pintado, perdão, grafitando aquele túnel com motivos alusivos à Vila?
Claro que é preciso algum dinheiro!
Mas, haja quem responda a estas questões:
Alguém sabe o valor exacto do IMI que pagam os moradores da nossa Vila?
E desse valor, quanto é que é investido na terra das Queijadas?
Será um valor justo?
Somos ou não somos Pereirenses?
Post-scriptum: contra ventos e marés, completam-se, este mês, 7 anos sobre o  nosso aparecimento.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Nós somos Pereirenses

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Previsão astro-lógica para 2015

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sábado, 3 de janeiro de 2015

Vamos cantar as asneiras

Vamos cantar as asneiras, perdão as Janeiras.

Só os moradores e vizinhos da Casa Paroquial, do Largo do Terreirito, os vizinhos da ADCR Pereira, os mais próximos da Capela de Santa Rita e da Junta de Freguesia é que têm o privilégio (?!) de ouvir cantarem as Janeiras?
E quem se não pode deslocar?
É a montanha que vai a Maomé?
Não há, nos dias de hoje, viaturas para deslocar os cantadores e respectiva tocata pelos outros bairros da Vila?
Então, nos locais abaixo indicados, não existem pessoas para quem a tradição ainda é o que era e não quase uma subversão, alimentada pela obrigação - e não pela paixão, de promover mais uma iniciativa, que se nos afigura como mais um logro, mais um atentado à “tradição secular” e à imagem de grandiosidade granjeada no passado pelos promotores e da própria Vila em si?
Exemplos?
Montes de Cima: Largo da Capela
Senhora do Pranto: Largo da Capela
Cabecinhos: Fonte do Coronel
Morraceira: Cruzamento para a Rua Vila de Pereira
Casais Velhos: Largo da Associação (que já reabriu!)
Urbanização Quinta D. Teodora: largo principal
Urbanização Quinta S. Luiz: largo principal
Tojal: Largo da Capela ou na Cruz Vermelha

Mas, nem tudo é negativo.
Começar pelos mais velhos, no Centro de Dia (o tal barraco de madeira, onde o sol não consegue entrar durante todo o dia) é uma nota digna de ser sublimada pela positiva.
Mas não é só no Centro de Dia que estão muitos idosos que gostavam que o Rancho da sua terra lhes reavivasse a sua meninice, a sua juventude, com o cantar da Janeiras.
Há mais vida, para além destes poucos locais onde o Grupo vai cantar.
Há mais gente, há mais vida noutros bairros, muitos deles sempre ostracizados nestas coisas da Cultura, onde outras pessoas valorizam muito mais esta e outras tradições de forma muito pura, muito genuína, de sorriso rasgado e não com o dever de estar presente de riso forçado, a fazer um frete.
Será que no banco de imagens da Google não existe nenhuma imagem com o logótipo da Vila Pereira?

O Grupo Folclórico é da Vila de Pereira ou é só de parte dela?

P.S.
Na sede da Associação, em vez de se cantar as Janeiras, talvez fosse melhor cantar um requiem pelos Black Bulls e rezar um Acto de contrição por alguns atletas mais indisciplinados e que lidam mal com espelhos.

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Um desejo para 2015

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal


Antes de mais, votos de bom Natal!

Escolhemos a imagem acima e respectiva legenda para neste dia, em detrimento dos tradicionais presépios, árvores de Natal ou outras quaisquer iconografias relativas à quadra porque, diáspora, esse substantivo feminino, que num qualquer dicionário de língua portuguesa significa a dispersão de um povo ou de alguns dos seus elementos de uma comunidade e que, repare-se na ironia, se reúnem neste dia ou na noite do dia 24.

Mas a escolha da palavra diáspora, não foi inocente, não por ser uma "palavra de sete e quinhentos", vulgarmente conhecida por palavra cara, como em tempos de antanho se referiam a termos menos utilizados no linguajar comum.


Diáspora foi palavra adequada para a mensagem que escolhemos para passar, para que, em conjunto com aqueles que cá vivem e com os demais Pereirenses que estão espalhados pelas quatro partidas do Mundo, mutuamente, encontremos um futuro diferente para a nossa Vila, sem opacidades, sem nebulosas, nem truques de algibeira, cartas na manga ou silêncios comprometidos ou comprados.

 
Queremos uma Vila onde o cinismo e a palmadinha nas costas sejam abolidas, em definitivo e, olhos nos olhos, possamos falar com verdade, falar de futuro, sem criar falsos e frágeis pedestais, quais câmaras amplificadoras de alguns egos (esgotadíssimos, outros fora de prazo), egos esses imbuídos numa cegueira cultural e ideológica, com fortes laivos medievais atrozes.

Depois, andamos a chorar sobre o leite derramado, abominando a nossa má sorte, a nossa má localização geográfica (amaldiçoada margem esquerda!) mas, é tão recorrente, quiçá, o nosso handicap, mas às vezes somos nós que nos pomos a jeito, somos nós que procuramos a dita má sorte, porque a cultura, o tacto,  a diplomacia e algumas das elementares regras de uma sociedade livre e democrática, ficaram lá trás, foram apagadas da memória de uma enorme fatia da nossa população outras, pura e simplesmente, foram subvertidas.

Estamos no nosso de fim de linha social, num abismo atroz, parecemos ter regressado à idade das trevas.
Às referências da gente, da movida dos anos 80 e 90 - duas décadas, cujo seu brilhantismo está gravado com letras douradas no livro de história da nossa Vila - sucederam-se meia-dúzia de imberbes, de gente sedenta de poder, sem formação cívica e cultural, sem perceber das tarefas hercúleas que a Vila precisava, dos enormíssimos desafios que se lhe deparavam, sobretudo na viragem do século, empurrando, cada qual, com o seu umbigo, à sua maneira, com egos sobredimensionados, derivado a fermentos socioculturais, outros económicos, balofos e putrefactos.
Hei-nos, passados 14 anos, chegados ao fim de linha.
Estamos abaixo de limiar do razoável, do aceitável, do perdoável.
Somos alvo de chacota, propiciamos risinhos e comentários depreciativos, jocosos.
Somos, que nos perdoem os mais sensíveis, os bobos do concelho!

Querem só um exemplo do nosso fim de linha?
Há quantos anos acabou o Chupa-Chupa?
Há quantos anos, alguns profetas, nos prometem o seu regresso?

 
Leitura recomendada:
A Cultura: uma alavanca para o desenvolvimento local
Por Bernard Kayser

“As diferenças entre regiões, localidades, aldeias, entre gerações é entre grupos sociais são sobretudo diferenças culturais. Em vez de procurar esquecê-las, ou deixá-las esquecer, não será melhor procurar afirmá-las e promovê-las? É preciso deixar de considerar o desenvolvimento cultural como um luxo supérfulo e reconhecê-lo como um motor do desenvolvimento económico e social.”

Texto completo aqui.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Algures, no lugar do ranzal, mas não só!

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